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Domingo, Abril 17, 2005


Mudanças


Estou me mudando para prearquiteto.blogspot.com.

Sugestões são bem vindas.

Pensaram sobre isso:

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Terça-feira, Abril 05, 2005


Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo

Flickr

Finalmente encontrei um lugar para hospedar imagens de maneira razoável... Acesse minha home de lá!: desenhos, fotos casuais e não tão casuais, etc.

Pensaram sobre isso:

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Domingo, Março 20, 2005


O espaço mudou com as pessoas ou as pessoas mudaram com o espaço?

Esses dias eu achei na internet alguns vídeos feitos por alunos da FAU dos anos 80. A maioria era sobre o pulo no laguinho, mas entre eles havia um em que o cinegrafista percorria os espaços da faculdade, tentando registrar as características espaciais do lugar, mais do que as pessoas. Quando eu vi aquilo eu quase lacrimejei (!!!!). Já se passaram quase 20 anos e o espaço é o mesmo.

As mesmas rampas. As mesmas mesas. As mesmas paredes dividindo os estúdios. E, claro, os mesmos estúdios, com as mesmas mapotecas, as mesmas pinturas e pichações nas empenas. A mesma poesia, o mesmo concreto. Quase as mesmas atitudes... só mudaram os cabelos!

E me dei conta que, talvez, eu não esteja realmente aproveitando as potencialidades daquele prédio tanto quanto eu deveria. Em outra ocasião, eu assiti a um vídeo do Artigas em que ele declarava que ficava muito contente com as pequenas intervenções dos alunos no edifício: uma linha a mais aqui, outra faixa de pano ali, uma instalação acolá. Ele dizia que era possível alterar totalmente o espaço com apenas um pequeno gesto... Às vezes eu acho que no ano passado em não tive gesto nenhum.

É engraçado... Todos os anos 150 novas pessoas chegam àquele mundo e passam pelas mesmas coisas... e o espaço continua o mesmo. Nunca muda: seja o espaço, sejam as pessoas... e de repente, a vida passa e o prédio fica. Fica?

putaquepariu... nunca escrevi alguma coisa tão piegas como essa...

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ouvindo: Corcovado by Tom Jobim & Frank Sinatra

Pensaram sobre isso:

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Domingo, Fevereiro 13, 2005


Mais Ítalo Calvino:

* Zaira: HaveATrip.com

* The invisible cities (banda): TheInvisibleCities.com

Pensaram sobre isso:

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As cidades invisíveis
As cidades contínuas - 4 -

do genial Ítalo Calvino

Você reprova o fato de que as minhas histórias o transportam para o meio de uma cidade sem falar a respeito do espaço que separa uma cidade da outra: se é coberto por mares, campos de centeio, florestas de lariços, pântanos. Responderei com uma história.

Pelas ruas de Cecília, cidade ilustre, uma vez encontrei um pastor que conduzia rente aos muros um rebanho tintilante.

- Bendito homem do céu - parou para me perguntar -, saberia me dizer o nome da cidade em que nos encontramos?

- Que os deuses o acompanhem - exclamei. - Como é possível não reconhecer a ilustríssima cidade de Cecília?

- Perdõe-me - o outro respondeu -, sou um pastor em transumância. Às vezes ocorre de eu e as cabras atravessarmos cidades, mas não sabemos distingui-las. Pergunte-me o nome dos pastos: conheço todos, o Prado entre as Rochas, o Declive Verde, a Grama à Sombra. Para mim as cidades não têm nome: são lugares sem folhas que separam um pasto do outro e onde as cabras se assustam nas encruzilhadas e debandam. Eu e o cachorro corremos para manter o rebanho unido.

- Ao contrário de você - afirmei -, só reconheço as cidades e não distingo o que que fica fora. Nos lugares desabitados, as pedras e o prado confundem-se aos meus olhos com todas as pedras e prados.

Passaram-se muitos anos desde então; conheci muitas cidades e percorri continentes. Um dia, caminhava entre as esquinas de casas idênticas: perdera-me. Perguntei a um passante:

- Que os imortais o protejam, poderia me dizer onde nos encontramos?

- Em Cecília, infelizmente! - respondeu-me - Há tanto tempo caminhamos por estas ruas, eu e as cabras, e não conseguimos sair...

Reconheci-o, apesar da longe barba branca: era aquele pastor. Seguiam-no umas poucas cabras sem pêlo, que nem mesmo fediam mais, tão reduzidas a carne e osso estavam. Pastavam papelada nas latas de lixo.

- Não pode ser! - gritei - Eu também, não sei desde quando, entrei numa cidade e continuei a penetrar em suas ruas. Mas como pude chegar aonde você diz se me encontrava em outra cidade, muito distante de Cecília, e ainda não tinha saído de lá?

- Os espaços se misturaram - disse o pastor -, Cecília está em todos os lugares; aqui um dia devia existir o Prado da Salva Baixa. As minhas cabras reconhecem as ervas da calçada.

Pensaram sobre isso:

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Domingo, Dezembro 05, 2004


Brincando de projetar II

Um posto de saúde atirantado?

perspectiva
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ouvindo: Pink Floyd - Comfortably numb

Pensaram sobre isso:

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Domingo, Novembro 14, 2004


Essa semana os professores de Paisagismo passaram trechos do vídeo Koyaanisqatsi., de Godfrey Reggio (de quem eu sinceramente nunva ouvi falar e passei a ser fã... :) e produzido pelo Coppolla. (e logo depois falaram da Jane Jacobs...)

O vídeo mostra trechos da demolição do famoso conjunto habitacional Pruitt-Igoe. Até aí, nada demais... mas o que realmente me deixou fascinado foi a trilha sonora. Assim como eu desconhecia o diretor, também nunca tinha ouvido falar no Philip Glass, o cara responsável pela trilha sonora.

É fantástico. Sensacional. Genial.

Há tempos não ouvia uma música tão interessante. Quando eu comecei a ver a cena, parecia que eu conhecia aquela melodia de algum lugar: mais tarde eu descobri que o Glass também foi responsável pela trilha sonora d'As Horas (aquela adaptação da Mrs. Dalloway da Virginia Woolf), a qual eu achei sensacional. Sempre pensei que metade da graça do filme estava na trilha sonora... e acho que o mesmo ocorre com os filmes do Reggio aí em cima.

Glass é chamado de "compositor minimalista", apesar dele detestar este rótulo.

Por que afinal... "arquitetura é música petrificada" (Goethe).
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ouvindo: Philip Glass - Façades :)

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Sábado, Novembro 06, 2004


Arquitetura da paisagem

Uma praça menos tosca, menos elementar e menos careta.


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ouvindo: David Gray, Be Mine

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Sábado, Outubro 30, 2004


Paisagismo

Com vocês uma praça tosca, elementar e careta!


Isto era para ser uma imagem com boa resolução...

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Domingo, Setembro 26, 2004


Um bom catálogo de edifícios modernos e contemporâneos:

Galinsky

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Quinta-feira, Setembro 09, 2004


Aluno sem perspectiva procura ponto de fuga
Flávio Motta, 1974


Há alguns dias eu comentei algo a respeito do professor Flávio Motta. Assim como Artigas, o Motta é uma das lendas da FAU: apesar de não ter sido um arquiteto, sua contribuição à arquitetura brasileira é imensa. Foi, entre outras coisas, o introdutor do curso de Estética da FAU.


Depoimento de Flávio Motta a Khaled Ghoubar: linque aqui

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Quarta-feira, Setembro 01, 2004


Os melhores poemas da língua portuguesa:

Tabacaria, de Pessoa
E agora José, de Drummond

olha que não há mais metafísica no mundo que chocolates
porque a metafísica é conseqüência de se estar indisposto...
porque o único sentido oculto das coisas é as coisas não terem sentido oculto nenhum.


Existe metafísica na arquitetura?
;)

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PS: O que diabos estou fazendo aqui? Eu devia estar terminando aquele bendito trabalho do Mondrian... por falar nisso, alguém sabe onde eu arranjo aquele poema do João Cabral sobre o Piet?

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Domingo, Agosto 22, 2004


Brincando de ilustrador

Pinacoteca do Estado
(antigo Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo)



Pensaram sobre isso:

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Terça-feira, Agosto 10, 2004


Pouco antes de Vilanova Artigas se aposentar da FAU, após 6 anos lecionando novamente naquela escola (depois de passar vários anos fora do país, cassado pela ditatura, e tendo perdido seus títulos acadêmicos), decidiu-se que o velho merecia ser "titulado"...

Todo mundo já conhece essa história e sabe como foi patético para a diretoria da FAU obrigar seu mais ilustre personagem a se sujeitar a pequenas burocracias. Não quero falar sobre ela.

Na ocasião, o professor Flávio Motta foi convencido (ainda que com grande esforço) a participar da banca que "julgaria" o trabalho do colega. Até aí tudo bem... o genial da coisa vem a seguir:

Quando foi solicitado a se pronunciar, a única frase que proferiu foi a seguinte:

- É preciso fazer cantar o ponto de apoio.

Os gênios são realmente essenciais. e é por isso que precisamos deles... :)

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Sábado, Agosto 07, 2004


"É preciso fazer cantar o ponto de apoio"
Perret

Pensaram sobre isso:

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um quase estudante de arquitetura
Pensamentos de um quase estudante de arquitetura e urbanismo.
Autor:gabriel de andrade fernandes
Idade:dezenove e alguma coisa
Interesses: arte.arquitetura.humanidade.humanidades.eu.tu

estudando no 1º ano da FAU.USP